segunda-feira, outubro 09, 2006

Uma palavra que começa por A de amizade, ou por F de friendship.
Hoje tive a plena noção de que se calhar os verdadeiros amigos, esses, enfim, já não existem.
Hoje a sociedade está mais egoísta, as personagens que fazem parte desta vida, cada vez mais pensam mais em si próprias e em esganar os outros por merdisses que escarniamente vão magicando para levar a sua avante.
As verdadeiras amizades ainda existem, em locais onde o tempo urge em não querer passar, onde se juntam quando há asneira, que dão o ombro quando alguém está em baixo de forma, enfim, quando nos acompanham em mais uma “mini”, quando se está eufórico estão lá para comemorar.
Há ainda o melhor amigo, o confidente, aquele que quando se desabafa, á partida sabemos que a coisa não sai dali, apenas porque tratando de um desabafo, é algo para ser visto na altura, ou ir vendo, mas sem nenhum comentário de teor relevante seja a quem fôr, apenas porque é para isso que serve o Melhor amigo, esse, no meu caso já não consta entre nós, o meu avô, o meu herói de criança e o meu ídolo de vida.
A minha melhor amiga essa, longe, na capital, uma pessoa fantástica com quem posso partilhar tudo, e sei que ela lá está para mim, da mesma forma que estou para ela. A de Amizade, A de Ana, M de Margarida e M de grande Mulher
A questão desta minha irritação, tem a haver com o facto de ter dado o beneficio da dúvida a alguém, que em tempos me traiu, fez questão de se aproximar admitindo que tinha errado, e mesmo assim caiu no mesmo erro de quebrar a minha confiança, com uma pessoa que neste momento me diz tudo. Não descansou em quanto não conseguiu, apenas porque a seu bel prazer não admite que existam pessoas, umas melhores, outras piores, que ela(e).
Que me adianta este desabafo? De nada. Mas estou revoltado comigo mesmo, por ter chegado á brilhante dos “se calhares”...e na minha cabeça circundam os “ses”, porque se, e se,...gaita
Que saudades que tenho dos meus tempos de criança, de quando os amigos eram aqueles com quem se trocavam carrinhos, cromos e brincadeiras. Nada mais.
De ver o Dartacão em casa de, de jogar ás escondidas no pátio lá do prédio e dos primeiros cigarros Kentuki fumados a muito custo á socapa dos pais. De umas idas esporádicas ao Nun’Álvares ver a um filme e acabar o dia a fazer legos.
Esses sim, amigos que ficam e que apenas servem de memória de um passado que já lá vai distante.
Uma coisa que me serviu esta semana na invicta, foi ter entendido de uma vez por todas que se calhar(e voltamos ao mesmo), apenas as pessoas, os seres humanos, que por cá andam, esses, apenas servem para uma coisa: ou para várias não sei.
Uma mesa, um par de Superbocks, um jogo de Playstation em casa de, umas galhofas e umas anedotas pelo meio e nada de más disposições.
Apenas porque cá estou de passagem. Pelo menos é para que conste. Dois dias por semana e basta, apenas para isso.
A vida intima...é desta que aprendi.... que a minha vida, essa apenas a mim e só a mim me diz respeito. E a partir de agora boa disposição para frente.
À parte da constipação que teima não me largar, da brilhante companhia de duas amigas minhas e de ter passado grande parte do tempo a nanar foi assim o meu fim de semana.

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