quinta-feira, novembro 09, 2006

Passo lá todos dias, faça chuva sol, e lá está ela.
Encostada ao vidro atrás de um pequeno balcão.
O seu ar doce, cândido, calmo e meigo,
Há muito que me despertou a atenção,
Mas depois de me ter cruzado com ela em plena rua,
Comecei a sentir as pernas a tremer
Fiquei mudo.

A maneira como ela mexe as mãos,
Como se ri,
Como passa as mãos ao deleve pelo cabelo.
Ela desconhecida, bela e fantástica,
Sempre que por lá passo ao fim do dia.
A melhor parte do dia, lá está ela.
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