NA RUA
Ninguém por certo adivinha como essa
Desconhecida, entre estes braços prendida, jurava ser toda minha..
Minha sempre!
– E em voz baixinha:
– "Tua ainda além da vida!..."
Hoje fita-me, esquecida do grande amor que me tinha.
Juramos ser imortal esse amor estranho e louco...
E o grande amor, afinal,
(Com que desprezo me lembro!)
Foi morrendo pouco a pouco,
– como uma tarde em Setembro...
Manuel de Laranjeira
terça-feira, janeiro 16, 2007
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