Estou sentado a ver a chuva a cair, ao mesmo tempo que vou falando com a W.
De repente assola-me uma súbita vontade de me perder numa aldeia no Minho, um local remoto, com meia duzia de casas ladeadas por um vale.
Penso nessa aldeia, lembro-me da W, e á medida que penso na mais pura divagação mental, numa tarde de chuva, esta ideia, este pensamento cada vez parece mais real.
Apetece-me estar nessa aldeia, numa casa de pedra, com uma enorme lareira. Sem rádios, telefones ou outros meios de contacto com o exterior.
Apetece-me estar abraçado á W, numa tarde de chuva, sentados em frente a um borralho, ao mesmo tempo que a chuva vai caindo por cima das telhas da casa, com o silêncio ensurdecedor da lenha a queimar e da chuva a cair.
Apetece-me estar abraçado a ela, olhar para ela, sentir-lhe o cheiro, olhar para os olhos castanhos vivos dela, mas apenas isso.
Apenas os dois sem dizermos uma unica palavra, apenas o prazer de ter o prazer de ter uma pessoa especial nos meus braços.
Alguém que á medida que o tempo passa, vai mexendo comigo e com o meu coração.
Alguém que vai entrando, devagar, calmamente, á socapa numa tarde carregada de calor e de sol,ou, como nesta tarde, fria e chuvosa.
Alguém que o tempo se encarregou de nos encontrar-mos, e se vai encarregado de me unir a ela, independentemente das ciscunstâncias em que nos encontramos.
Alguém que neste momento é das pessoas mais especiais que alguma vez tive o privilégio de conhecer e com quem quero partilhar esta experiência fantástica que se chama vida, o de ter o prazer de viver e conviver.
sexta-feira, março 30, 2007
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1 comentário:
lindo...
parece simples...:)
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