terça-feira, março 13, 2007

Há alguns dias para cá, que o meu Tico e o meu Teco, andam num género de batalha campal. Bem, neste momento estão os dois com uma bigorna em cima da cabeça de cada um á espera que um dê um passo em falso para deixar cair na cabeça do outro.
Confuso?
Nem por isso.
Tem uma explicação.
Coração?
Sim. Claro que sim.
Neste momento ando mergulhado em dúvidas que me vão assolando á medida que o tempo passa.
Porque?
(um à parte, enquanto estou a escrever, o meu sobrinho, acabou de adormecer na minha cama.)
Bem, começando, porque tudo tem um principio.
Á uns tempos para cá que tenho acordado bem disposto, com uma vontade de viver cada dia a mil, cheio de vontade de ir trabalhar e imensamente contente por estar por cá.
A sério, não tem nada de romântico, mas apenas isso. Ter o prazer de viver.
Com mais vontade fiquei quando conheci alguém, que sem crer entrou na minha a cabeça a 200 e fez estragos. Fez, passado, já não faz mais. Hum….e aqui já entro na minha intimidade, por isso quanto a este assunto, pode ser por exemplo um cão, um cachorrinho Golden Retriver, daqueles mesmos fofos, que só dão vontade de dar mimos, aquele do 4 andar. Pronto esse. Pode ser? Assim quem ler fica na mesma. (hum, acho que no 4 andar não existe nenhum Golden Retriever cachorro, creio mesmo que o que existe são duas velhotas na direita e no esquerdo um fulano)
Enerva-me é o facto destas coisas do coração não serem tão lineares.
Uma pessoa não saber por quem se vai apaixonar, encantar, sentir-se atraído por, enfim, tudo o que seja relacionado com o amor e com a paixão.
Concordo e acho interessante, aquela ideia romântica um pouco antiga de se ir fazendo a corte, oferecer flores, cantar serenatas, na expectativa de receber um beijo da amada, (até porque segundo reza a história, não consta nenhum registo de serem as mulheres a fazer serenatas a homens; pronto, pode ser que agora com a imansipação da mulher isso aconteça, e quando acontecer gostava de lá estar).
Acho interessante o início da relação, com todas as incertezas do futuro, de acordar todos os dias a pensar nela e deitar a pensar ainda mais.
O antes cada vez mais me chateia.
Creio que Pazzolinni tem um filme precisamente a satirizar isto do amor.
Uma pessoa ir pela rua fora e de repente click. Olhar para o lado e eis senão que a bela amada e ficar logo por aqui.
Já repararam que se poupavam tantos suicídios e tantas mortes á custa disso?
Podia acontecer isso agora assim, já se sabia as cenas do próximo capitulo. Assim, tenho que ficar a penar nas próximas temporadas a ver o que acontece.

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