domingo, abril 22, 2007

Escrever uma carta de despedida é uma tarefa inglória , sem o charme de uma conquista, sem o glamour de uma proposta, só com o lado obscuro da solidão que antevê, onde sufocados no silêncio das palavras que não foram ditas, os sentimentos engolem seus desejos não satisfeitos.
Ficam as lacunas , os hiatos de vontades não realizadas e de quimeras que lentamente se apagam quando confrontadas com a realidade.
Espero que fiquem os momentos felizes, os sorrisos, as declarações, os desejos incontroláveis, a loucura das ligações secretas, as expectativas seguidas das realizações e principalmente tudo aquilo que trocamos...
Não tentes entender o que houve, e razão jamais conseguiram viver harmonicamente e mesmo que digam o contrário, o amor, ou paixão, o algo que se conceita, mas que não tem nenhum conceito, é sempre uma flor de deliciosa loucura num jardim amplo onde a razão travestida de jardineiro tenta podá-la pelo simples facto de ela ser diferente num jardim repletos de amorfas e inodoras flores iguais.
Que não se Libere a paixão e a loucura para que estas sejam utilizadas por futuros amantes, por nós, por alguém, e estes se vivenciarem uma pequena parcela do que sentimos já podem dizer que viveram um grande e verdadeiro amor.
De certa forma sempre seremos um do outro e o sentimento não morreu, apenas se retirou de forma sábia para hibernar num momento em que ele não tinha como se alimentar ou sobreviver, para quem sabe, um dia, acordar e voltar a viver sem restrições.

Desabafo, qualquer coisa do género.
Estou a olhar lá para fora com um sentimento de calma e tranquilidade.
O misto de sensações se apodera. MAs a cabeça, neste momento vageuia.
Por onde?
Parte incerta.

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