terça-feira, abril 24, 2007


Mais do que um sonho:

comoção!

Sinto-me tonto,

enternecido,

quando, de noite,

as minhas mãos são o teu único vestido.

E recompões com essa veste,

que eu, sem saber,

tinha tecido,

todo o pudor que desfizeste como uma teia sem sentido;

todo o pudor que desfizeste a meu pedido.

Mas nesse manto que desfias,

e que depois voltas a pôr,

eu reconheço os melhores dias do nosso amor.


David Mourão Ferreira
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