
São 4 da manhã...não sei porquê apeteceu-me escrever...
Estou neste exacto momento a ouvir uma musica marcante, que memarca cada VEZ QUE VOU A Sintra...pois...estou em vésperas de ir...
Porto Sentido do Rui Veloso.
Estou neste exacto momento a ouvir uma musica marcante, que memarca cada VEZ QUE VOU A Sintra...pois...estou em vésperas de ir...
Porto Sentido do Rui Veloso.
Sim, já fiz o meu yoga, já relaxei, mas o pensamento, esse, por mais que queira, independentemente de ser correspondido ou não, esse continua numa pessoa.
Um simples ser humano que me conquistou apenas com um olhar, com uma maneira de ser, uma maneira de estar na vida.
Essa pessoa, cada dia que passa vai enchendo este pobre coração com uma coisa que se chama paixão, ou algo do género.
Adoro o sorriso, a maneira mordaz como vai dizendo chalaças sobre nada de especial, a maneira como morde o lábio cada vez que quer dizer alguma coisa mais atrevida.
Adoro a maneira como pega no copo, ou apenas como acende um simples cigarro. O olhar atrevido e o movimento dos lábios. A maneira como "ajeita" o vestido. A sua forma de caminhar.
Esse ser humano que veio ao mundo e que neste momento cada vez mais me conquista.
Pela Astúcia, pela personalidade vincada que se vai mostrando á medida que a vou conhecendo.
Será eu me estou a apaixonar?
Talvez.
Resposta incerta.
Neste momento, aquilo que me vem á cabeça é o cheiro do cabelo, as suas maneiras e teimas.
Neste momento estou a ouvir algo que me prepara para zarpar do Porto e procurar nova paragem.
Neste momento aquilo que não quero é que o meu coração fique saltitando por algum amor, ou paixão ou qualquer conceito que seja implicito neste contexto, por algo que me seja impossível de alcansar, como é o caso desta mulher.
Apetecia-me dizer-lhe aquilo que me está na cabeça, apetecia-me apenas ficar a olhar para ela, fitando-a como se fossemos adolescentes em inicio de vida.
Mas não...
Dizer que a adoro não chega.
Dizer que neste momento me sinto completamente rendido aos seus encantos. Não.
Há um epsódio no Love Acctually que diz tudo
"In this moment, that's enough."
"I'm love with her, but tha't´s enough."
Neste momento, em vésperas de trocar o prazer de estar com os meus pais vou ter o privilégio de estar com outro ser humano brilhante que sempre me disse algo, amiga, confidente, eterna mulher que adoro, a 300 km de uma cidade viciante como o Porto. Quero um ombro para chorar, para me confessar, apenas porque me tornei melga.
Apenas porque de repente dou por mim numa situação completamente nova, madura.
Gostar duma pessoa maduramente. Nunca pensei.
Por isso quero e preciso de alguém com quem conversar sobre.
Por isso tenho que fazer 600 km, para estar um par de horas na capital e esquer-me do Porto. Nem que seja por breves instantes. Mas quero estar sozinho na viagem, ouvir o meu fado, desflorar a A1 num mero autocarro da Renex. Mas quero estar com ela. comigo. ouvir-me.
Fuga?
Não.
Apenas estou a usar a teoria dos 50.
Preciso de me afastar do Porto para estar com ela. Aquela pessoa em quem eu posso chorar e pedir um ombro amigo para dar apoio.
O primeiro Beijo
Recebi o teu bilhete
Para ir ter ao jardim
A tua caixa de segredos
Queres abri-la para mim~
E tu não vais fraquejar
Ninguém vai saber de nada
Juro não me vou gabar
A minha boca é sagrada
De estar mesmo atrás de ti
Ver-te da minha carteira
Sei de cor o teu cabelo
Sei o champôo a que cheira
Já não como já não durmo
E eu caia se te minto
Haverá gente informada
Se é amor tudo o que sinto
Quero o meu primeiro beijo
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa
Promete lá outro encontro
Foi tão fugaz que nem deu
Para ver como era o fogo
Que a tua boca prometeu
Pensava que a tua língua
Sabia à flor do jasmim
Sabe a chicla de mentol
E eu gosto dela assim
Quero o meu primeiro beijo
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa
Porto Sentido
Quem vem e atravessa o rio
junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar
Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
dirigida sobre um monte
no meio da neblina.
Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.
E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria
[refrão]
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa
Carlos T
1 comentário:
sentes.
o quê?
aflição.
inquietude.
vestígios.
...
sentes.
por mim
ensurdeço.
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