Um dos ultimos posts neste blogue.
Depois de pensar e pensar e voltar a pensar.
Ao longo de quase um ano a postar recordações e memórias, poemas e versos ao acaso, depois de um ano, a conhecer pessoas fantásticas, com as quais me identifiquei, outras ficaram por identificar, enfim, aquela parafernália de acontecimentos e coisas que se foram passando ao longo desta vida durante um ano, o ter vivido fora de uma cidade viciante, ter andado errante, deambulando por aldeia e cidade, vagueando por ocupações, conhecendo ao mesmo tempo a escroquice de mentes viciadas e pessoas que me elevaram o conhecimento.
Essas, dessas não me esqueço e agradeço a paxorra de partilha do saber.
Mas que se passa?
Não me identifico mais com o Porto, com as pessoas, com ar.
O Porto é romântico, nostálgico, demasiado deprimente.
O ar carregado, escuro e sóbrio tendo o Douro em pano de fundo, como postal, como retracto da cidade que é esta.
De locais preferidos, acho que não me bastavam 50 linhas para escrever, mas ficam aqueles que amo, que me foram dizendo algumas coisas enquanto aqui estive.
A Cordoaria a Torre dos Clérigos e a serenata mesmo em frente, a St. James Church e o grande valor que tem, a avenida da Boavista e a Ribeira. Estes. Estes sim os meus locais.
Sou portuense de gema, mesmo de um bairro bairrista por natureza, de um bairro onde o Porto de fez cidade, admito, gosto da cidade, identifico-me com ela, mas estar numa vida de passagem, e viver numa cidade viciada e deprimente é mau.
O Sentimento é péssimo, aquele que sinto.
Por isso começam a ser horas de levantar amarras e procurar novos portos, novos portos de abrigo, talvez no norte, procurar paragem num norte que não existe, mas no Norte, apenas porque sou nortenho e essa veia, nunguém ma tira, por mais voltas que dêem.
Braga ou Viana, Caldelas ou Ramalha, Vila Verde ou Ponte de Lima, Bragança ou Carrazeda de Ansiães, Caminha ou Vila Nova de Cerveira, Monção, Soajo, neste momento são hipoteses.
Neste momento são horas de reflectir e escolher.
Começar por Braga? Não sei. Talvez.
O tempo assim o dirá.
Mas agora são horas, são horas de pensar e refelctir, com o pensamento e a consciência no devido lugar.
Despedidas não faço, não gosto.
Por isso fica aqui para aquelas pessoas que por aqui gostam de ler o que "posto" que se perdem em imagens e fotografias, a essas o meu obrigado, ficando a promessa que virei escrever umas coisinhas de vez em quando.
Não digo adeus, porque é mau, mas sim um enorme ATÉ JÁ.
sábado, abril 14, 2007
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
vou.te.lendo.às vezes,antes.
~
(que as cidades cansam, eu sei.
o porto talvez mais...)
estou onde sou
~
disperso
volto
fico triste...
~
Enviar um comentário