Deito fora as imagens.
Sem ti, para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento, que está em qualquer parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me
ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
in «Poemas de Amor» selecção de Inês Pedrosa,
segunda-feira, maio 21, 2007
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1 comentário:
mas vivemos delas
e
levemente
morremos
...
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