segunda-feira, maio 21, 2007


Desarrezoado amor, dentro em meu peito

Tem guerra com a razão, amor que jaz

E já de muitos dias, manda e faz

Tudo o que quer, a torto e a direito.
Não espera razões, tudo é despeito,

Tudo soberba e força, faz, desfaz,

Sem respeito nenhum, e quando em paz

Cuidais que sois, então tudo é desfeito.
Doutra parte a razão tempos espia,

Espia ocasiões de tarde em tarde,

Que ajunta o tempo: enfim vem o seu dia.
Então não tem lugar certo onde aguarde

Amor; trata traições, que não confia

Nem dos seus.

Que farei farei quando tudo arde?


Sá de Miranda - Poema dedicado a Briolanja de Azevedo

4 comentários:

Anónimo disse...

Bem, nunca pensei que pusesses aqui algo do Sá de Miranda.
Entendem-se assim quais as tuas origens.

Anónimo disse...

Sá de Miranda, um poeta de Amares.
Para alguém cuja raiz principal é Caldelas.hum...
O chefe Silva tem algum poema escrito?

Anónimo disse...

Eis o poema que nunca pensei encontrar por estas bandas.

Anónimo disse...

Sá de Miranda
Quinta da Tapada

Sinclair
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Oh, Saixabôr é uma de verde branco com gás da vinha de Lombada.
Fresquinho

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