
Desarrezoado amor, dentro em meu peito
Tem guerra com a razão, amor que jaz
E já de muitos dias, manda e faz
Tudo o que quer, a torto e a direito.
Não espera razões, tudo é despeito,
Não espera razões, tudo é despeito,
Tudo soberba e força, faz, desfaz,
Sem respeito nenhum, e quando em paz
Cuidais que sois, então tudo é desfeito.
Doutra parte a razão tempos espia,
Doutra parte a razão tempos espia,
Espia ocasiões de tarde em tarde,
Que ajunta o tempo: enfim vem o seu dia.
Então não tem lugar certo onde aguarde
Então não tem lugar certo onde aguarde
Amor; trata traições, que não confia
Nem dos seus.
Que farei farei quando tudo arde?
Sá de Miranda - Poema dedicado a Briolanja de Azevedo
4 comentários:
Bem, nunca pensei que pusesses aqui algo do Sá de Miranda.
Entendem-se assim quais as tuas origens.
Sá de Miranda, um poeta de Amares.
Para alguém cuja raiz principal é Caldelas.hum...
O chefe Silva tem algum poema escrito?
Eis o poema que nunca pensei encontrar por estas bandas.
Sá de Miranda
Quinta da Tapada
Sinclair
Casa do Quintal
Oh, Saixabôr é uma de verde branco com gás da vinha de Lombada.
Fresquinho
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