quinta-feira, maio 24, 2007


EU
..." E, todavia, pesa-me como uma pata de violência a realidade da pessoa que somos. Há muita coisa a arrumar, a harmonizar, muita coisa ainda a morrer. Mas por enquanto está viva. Por enquanto sinto a evidência de que sou eu que me habito, de que vivo, de que sou uma entidade, uma presença total, uma necessidade do que existe, porque só há eu a existir, porque eu estou aqui, arre!, estou aqui. EU, este vulcão sem começo nem fim, só actividade, só estar sendo, EU, esta obscura e incandescente e fascinante e terrível presença que está atrás de tudo o que digo e faço e vejo- e onde se perde e esquece. EU!Ora este "eu" é para morrer. Morre como a intimidade de uma casa derrubada. Sei-o com a certeza do meu equilíbrio interior. Mas como é possível? Agora eu sou essa intimidade, agora eu sou o seu espírito, a sua evidência." ...


Virgólio Ferreira em Aparição

4 comentários:

Anónimo disse...

Boa!!!!

A Aparição é o Teu livro

Este excerto está brilhante

Anónimo disse...

Andamos muito filosoficos Sinclair!

Cada vez gosto mais de ti.
Agora Virglio Ferreira, num blogue que nada tem a haver com o nostálgico.
Nice Shot

Anónimo disse...

Faço minhas as palavras da Sofia.

Pensava que viria qualquer coisa do "Vagão J" e eis que aparece a Aparição.

Anónimo disse...

Sinclair:

E a actualidade antiga?

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