
poema
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados
que eu ando a limitar a tua altura
e bebo a água
e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto
tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
Mário Cesariny
3 comentários:
belíssiMo!!
Encontros e desencontros.
Já não fizeste um post sobre isso?
Sinclair e o Cesariny.
Enfim, o eterno romântico, cuja mulher que gosta tem uma sorte que invejo.
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