quinta-feira, maio 17, 2007


poema


Em todas as ruas te encontro

em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo

sonhei tanto a tua figura

que é de olhos fechados

que eu ando a limitar a tua altura

e bebo a água

e sorvo o ar

que te atravessou a cintura

tanto tão perto

tão real

que o meu corpo se transfigura

e toca o seu próprio elemento

num corpo que já não é seu

num rio que desapareceu

onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro

em todas as ruas te perco


Mário Cesariny

3 comentários:

un dress disse...

belíssiMo!!

Anónimo disse...

Encontros e desencontros.
Já não fizeste um post sobre isso?

Anónimo disse...

Sinclair e o Cesariny.
Enfim, o eterno romântico, cuja mulher que gosta tem uma sorte que invejo.

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