segunda-feira, junho 04, 2007

A eterna questão das viagens e separações nelas envolvidas
Enfim, quando existe uma viagem, existe sempre alguém que fica......em baixo de forma, porque fica na merda.
Não vai.
O que se passa é surgirem dúvidas e mais dúvidas, que começam a aparecer, sobre a pessoa por quem nós nos sentimos “enamorados”.
É verdade.
Imaginem que ele(a) vai para o Camboja (tinha de ser um pais começado por C, para não ser demasiado evidente...), passar um mês de férias, de mochila às costas.
Bem no caso do Camboja a dúvida é, se ele(a) irá trazer alguma doença, visto que as coisas por lá ultimamente não tem andado famosas, mas isso é lá com ele(a).
Não tenho nada a haver com isso.
Já agora, onde é que fica o Camboja?....hum.... Lá para os lados do Vietename.
Nada como ir à bela Wikipédia, passando o Spam.
As dúvidas permanecem enquanto essa pessoa está fora.
E algo acaba por mudar, quando regressa.
Heraclito de Mileto, nos tempos da filosofia antiga, dizia que, “quando se vai a um rio a primeira vez, tanto nós como esse rio somos novos, mas quando lá vamos a segunda vez, tanto nós como esse rio estamos mudados”.
E com esta frase, este pensamento, acaba por ter a sua razão, atenção que estamos a falar de um homem que dizia isto à muito tempo atrás.
Realmente , quando existe o regresso, há coisas que mudam, independentemente do tipo de viagem que se faça e do tempo que se demora.
Por exemplo, basta passar dois dias em Lisboa para se vir alterado.
Com uma chalaça barata, vir alterado de Lisboa, por causa da má cerveja que por lá se bebe e pelo ambiente que se vive na noite moura, mas isso já é outra cantiga.
Quero com isto dizer e avisar a quem está em inícios de relação:
Cuidadinho com as viagens que o(a) vosso(a) esponjo(a) vai fazer...
No meu caso a piada reside em algumas, chamem-lhe circunstancias:
Não faço ideia se ando com alguém.
Esse alguém foi para longe de férias de mochila às costas e ainda não me disse nada, por isso depreendo pelo silêncio que ainda não terá lá chegado.
Aquilo é muito muito longe, mesmo longe...
Vou, (no sentido preparativo da palavra) para a noite com um grupo de amigos e reparo que há um(a) morenaça(o), que começa a olhar e a evidenciar-se aqui para a carcaça.
A questão começa por residir se realmente ela(e) olha para mim.
Refeito com o susto, e depois de umas valentes cervejolas no pêlo, começo a entender que realmente essa morenaça olha para mim.
Depois, nova questão:
Será que sou comprometido?
Nesse instante, tenho um amigo a questionar por gestos mudos, se sou comprometido ou não.
Bem, que não seja.
E cá vai disto.
Depois vem o sentimento de culpa e passo o resto do meu tempo a perguntar-me como fui capaz.
O mais engraçado nas viagens é a espera.
Quem fica e sai com os amigos, ou se porta bem ou...come com os olhos.
Se tem o azar de comer com a boca, quanto mais não seja uma trinquinha de nada, existe sempre aquele amigo(a) dela(e), que por acaso está por ali a passar e lhe vai contar.
Ela como está fora, só sabe quando chegar.
Mesmo que não se lhe diga nada, esse amigo(a) faz questão de lhe contar o que viu.
Como ela(e) está fora, pode fazer o que quer.
Trincar, comer e abusar.
Mas quando chega, vem com um ar majestal, inocente, jurando a pés juntos que nada aconteceu e não ligou, porque no Suriname não existem telefones. Net nem pensar.
Realmente o Suriname é uma grande terra, onde fica mesmo?
Quando se come com os olhos, fica-se arrependido de não ter pelo menos dado a bela chinca. Principalmente depois dela chegar e nos dar com os pés.
Meter-nos os belos "Rocees" nos calcantes e chau até qualquer dia.
É o dilema de quem fica.
E fica na merda, passando mais uma vez o palavrão.
Quem se encontrar nesta posição, não perca a esperança.
Porque aqui moiméme je dá a resposta a este problema.
Ou uma sexta ou um sábado, e para quem for de uma cidade, o remédio, é pegar num restrito grupo de mais duas pessoas, preferência do mesmo sexo e abalarem para a província.
Porquê?
Tenho de fazer a papinha toda?
Ok ok, já percebi:
Imaginem que são do Porto ou de Lisboa. Mas começo pelo Porto:
Ela(e) no Suriname.
As hipóteses de encontrarem alguém conhecido na província são escassas certo?
Braga 53 km
Aveiro 69 km
Vigo 140 km
Lisboa 330 km

Fazem a festa, comem bem (elas e eles ou elas com eles)
Quem vivem em Lisboa a tarefa é bem mais fácil:
Setúbal 50 km
Barreiro 20km
Cascais 25 km
Madrid 600 km
Algarve 200 km

Tiram a barriga de misérias, e passam o resto do tempo felizes e contentes, com esse sorriso do canto ao canto dos lábios.
Nestas coisas, opto por ser frio, mas acima de tudo imensamente calculista e racional.
De certeza que quando alguém vai para fora e não liga ao respectivo(a), é porque está a pensar em tudo menos em nós certo?
Digo eu!
Quando ela(e) chegar nada aconteceu...a não ser que se goste mesmo ou que a relação seja mesmo a sério.
Combina-se um café e juram amor e coisa e tal e tá feito.
Se por acaso ninguém quer ser visto a dar uma trinquinha, por mais inofensível que seja, existe sempre a hipótese de no local onde está a acontecer, ele(a) pedir / oferecer boleia e acabar a coisa dentro do carro ou numa das casas.
Os amigos dela(e) encontram-nos, dizem-lhe à(o) viajante, que ele(a) estava com um(a) amiga(o) e prontos. Já está....

Boa?

4 comentários:

Anónimo disse...

Quem é que não dá facadinhas numa relação?
Excepto tu...Antigo, ou parafraseando-te TRENGO!!!!!!

Anónimo disse...

Claro que uma facadinha nunca fez mal a ninguém, agora, senhor Sinclair, livra-te de me fazeres isso BOA???
ahahahahahahahahaha!!!!!!!!

Anónimo disse...

Trengo...é verdade, parabens, já soube da novidade.

Anónimo disse...

É por isso que jamais me ei de meter com alguém...
A Sofia NÃO ME QUER BUAAAAAAAA!!!!!

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